A ciência brasileira alcançou um marco ao desenvolver um modelo de pele artificial 3D que se aproxima muito da estrutura da pele humana. Essa inovação promete transformar o tratamento de doenças e lesões na pele, além de oferecer uma alternativa ética ao uso de testes em animais para criar medicamentos e cosméticos.
O que é a pele artificial 3D?
Esse modelo avançado foi desenvolvido a partir de células-tronco e células primárias derivadas de tecidos humanos. Chamado de Human Skin Equivalent with Hypodermis (HSEH), ou equivalência de pele humana com hipoderme, ele simula com precisão as três camadas da pele: epiderme, derme e hipoderme. O projeto foi liderado por cientistas do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) e do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), com apoio da FAPESP.
Por que essa pele artificial 3D é tão especial?
Diferentemente dos modelos existentes, que não incluíam a hipoderme, a versão brasileira incorpora essa camada fundamental, responsável por funções como a regulação da hidratação e a proteção imunológica da pele. Nos testes, a inclusão da hipoderme demonstrou ser essencial para a regeneração do tecido e para o funcionamento natural da pele, tornando o modelo mais realista e eficiente.
O impacto na saúde e na indústria de cosméticos
Com essa tecnologia, abre-se um novo horizonte para tratar feridas, queimaduras e outras lesões cutâneas. Além disso, a pele artificial 3D permite estudar a resposta da pele humana a diferentes substâncias sem a necessidade de testes em animais.
O que vem a seguir?
O próximo passo dos pesquisadores é adaptar essa tecnologia para produção em larga escala, beneficiando tanto a medicina quanto a indústria cosmética. Essa inovação representa um grande avanço na biotecnologia, colocando o Brasil em destaque no cenário científico mundial.